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  • Review | Obscure

    Review | Obscure

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    Coisas estranhas têm acontecido na escola Leafnore. Muitos estudantes desapareceram e jamais foram encontrados. Um grupo de alunos decide investigar após o desaparecimento de seu amigo Kenny. E descobrirão coisas muito estranhas.

    Lançado para PlayStation 2, Xbox e PC, Obscure traz bons elementos do survival horror para um contexto teen. A trama se passa numa escola, é protagonizada por seus alunos e tenta criar uma atmosfera pesada e sombria. O visual e jogabilidade são claramente inspirados em Silent Hill, enquanto que as explicações dos ocorridos vão para um lado mais Resident Evil. Há uma certa mistura de ciência e sobrenatural que são boas nas ideias, mas pecam na execução, principalmente na estética dos monstros – salvo algumas exceções. Os gráficos são bons para a época que foi lançado (2004) e resistiram bem ao tempo. A trilha sonora é excelente e utiliza músicas do filme The Faculty, dirigido por Robert Rodriguez. Pena que a dublagem é fraca, o que não compromete tanto.

    O jogo não esconde suas influências, ao mesmo tempo que tenta criar algo novo. De certa forma, conseguiu. Não chega aos pés do clima aterrador de Silent Hill ou, comparando com um jogo posterior, aos momentos de tensão de Dead Space. Os cardíacos poderão curtir Obscure sem grandes problemas.

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    Como é de praxe, o jogador deverá resolver diversos puzzles. Nada muito desafiador ou elaborado, pois a solução geralmente está na sala ao lado e não exige grande raciocínio. É um ponto positivo para quem tem preguiça de pensar e só quer curtir o jogo. Os mistérios são revelados por meio de poucos documentos espalhados no cenário, mais um ponto a favor dos que não querem ler muito.

    A mecânica de combate não é das melhores, e em diversas vezes os inimigos aparecem do nada ao seu lado, aplicando dano imediato. A mira automática ajuda bastante. Os personagens morrem com certa facilidade, causando frustração em alguns momentos. O interessante é que, se um personagem morre, o jogo continua normalmente. O uso da luz para enfraquecer ou eliminar os inimigos também é um aspecto muito legal e pôde ser visto anos mais tarde em Alan Wake.

    É possível escolher até dois personagens por vez, cada um com uma habilidade diferente. O jogador poderá controlar os dois sozinho ou, se preferir, chamar um amigo para assumir o player 2, criando um modo cooperativo interessante. Não tive a oportunidade de experimentar esse coop, mas ele deve enriquecer bastante a experiência.

    No quesito diversão, Obscure surpreende. Mesmo com mecânica de combate razoável, puzzles simplórios e roteiro fraco, a narrativa flui muito bem, instigando o jogador em querer seguir. É possível finalizá-lo em menos de oito horas, não dá tempo de enjoar.

    Encare este jogo como um filme de terror adolescente, ou seja, não espere grande roteiro. Os personagens são rasos e não criam empatia alguma. Quando morrem, nem dá pena. O desfecho é interessante, mas o último chefe é meio ridículo, não pela ideia, mas pela execução. Faz sentido ele ser daquele jeito, mas não elimina o fato de ser estranhamente tosco. No mais, jogue sem compromisso, de preferência com um amigo, e garanta algumas boas horas de diversão.

  • Review | Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

    Review | Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

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    Para quem esperava grandes evoluções técnicas em relação ao seu antecessor, Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (MGS2) decepciona. Houve melhorias, claro, a começar pelos gráficos. O salto de qualidade do PlayStation 1 para o 2 é notável. Infelizmente, as belas ilustrações das conversas via Codec foram substituídas por modelos em 3D, o que não é um problema, mas apenas uma questão de gosto pessoal. A opção de atirar com visão em primeira pessoa foi um acerto, melhorando sensivelmente a mecânica de combate. Também é possível executar rolamentos para esquiva, além de se pendurar nas bordas de plataformas, essencial para vencer alguns trechos. Os efeitos climáticos de chuva e vento deram um toque bacana ao visual. De resto, mantiveram a câmera fechada no personagem e o mini-mapa no canto da tela. Os inimigos permanecem com o campo de visão bem restrito, o que é bom, levando-se em conta a péssima câmera do jogo, deixando-nos muito dependentes do mini-mapa. Posteriormente foi lançado Metal Gear Solid 2: Substance, versão com vários conteúdos adicionais, disponível para PlayStation 2 e 3, PSVita, Xbox, Xbox360 e PC.

    E a história? Continua complexa e densa? Sim, e elevada à enésima potência. Eis um motivo para suportar os defeitos técnicos e se aventurar nesta obra. Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty trouxe um lado político-filosófico fortíssimo, aliado a tramas mirabolantes recheadas de personagens megalomaníacos e bizarros, às vezes flertando (aparentemente) com o sobrenatural. Nada tão diferente do game anterior.

    Após o incidente de Shadow Moses, muitas coisas importantes aconteceram. Revolver Ocelot adquiriu informações sobre a construção do Metal Gear REX e as vendeu no mercado negro para diversos países. Nastacha escreveu um livro contando detalhes do incidente em Shadow Moses, e mesmo com extrema dificuldade e censura, conseguiu publicá-lo. Solid Snake vai conviver com Meryl durante um período, mas os dois acabam se separando. O agente se junta a Otacom e Nastacha para fundar a ONG Filantropy, com o objetivo de combater a proliferação do Metal Gear. Roy Campbell se aposenta novamente.

    Passados dois anos de Shadow Moses, a Filantropy descobre que a Marinha está desenvolvendo um novo tipo de Metal Gear. Otacom confirma tais informações ao hackear o banco de dados do Pentágono. Com isso, Snake se infiltrará em um navio petroleiro que, secretamente, está transportando o Metal Gear. Ele quer tirar fotos da arma para divulgar ao mundo. Durante a missão, o navio é invadido por um grupo russo liderado por Ocelot, dificultando o trabalho do agente. É aqui que o jogo começa.

    Após diversos empecilhos, Snake consegue encontrar o Metal Gear, e devido a certos acontecimentos, o robô é ativado, ocasionando o naufrágio do petroleiro. Snake é dado como morto, recaindo sobre ele a culpa do incidente, e milhares de litros de petróleo são espalhados na água.

    Na tentativa de conter os danos ambientais, o governo americano instala uma gigantesca plataforma no local, batizada de Big Shell, com o objetivo de  descontaminar a área. Porém, um grupo autodenominado Sons of Liberty, liderada por Solid Snake, invade Big Shell e faz inúmeros reféns, dentre eles o presidente dos Estados Unidos, todos rendidos enquanto visitavam a plataforma. Eles exigem um valor bilionário em troca dos reféns e, caso não sejam atendidos, irão afundar Big Shell causando a maior catástrofe ambiental da história. Diante da ameaça, a FOXHOUND, liderada por Roy Campbell e auxiliado por Rose, envia o agente Raiden para a missão de resgatar o presidente e reféns, além de evitar a destruição da Big Shell.

    A frequência 140.85 lhe é familiar?

    Espera um minuto! A FOXHOUND não havia se tornado um grupo terrorista no jogo anterior? Agora ela voltou a trabalhar para o governo e é novamente liderada por Campbell? E por que Rose, ex-namorada de Raiden, está auxiliando na missão? Como se não bastasse, o líder do Sons of Liberty se denomina Solid Snake. Que maluquice é essa!?

    Isto é apenas o início da complexidade do roteiro. Prepare-se para ser fuzilado por toneladas de informações, nomes, motivações e tretas políticas absurdas. A trama se desenrola em conspirações de nível mundial envolvendo um grupo chamado Patriots. A todo momento somos levados a acreditar em algo que, em um instante, vira de cabeça para baixo. Às vezes fica difícil acompanhar tanta informação ao mesmo tempo e reviravoltas tão repentinas, sempre contadas por meio de cutscenes e longos diálogos via Codec.

    A partir daqui, não adentrarei mais na história, pois o objetivo do review não é esse. Além disso, é muito difícil falar de MGS2 sem abordar temas políticos ou filosóficos. A complexidade da trama escrita por Hideo Kojima e Tomokazu Fukushima possui tamanha densidade que trará discussões longas e profundas sobre a sociedade moderna. O que falei até agora mal arranhou a superfície do que espera o jogador. A quantidade de detalhes é assustadora.

    Muitos fãs torceram o nariz com o novo protagonista, Raiden, e por isso desmereceram o jogo. Sinceramente, tal postura é muito injusta. O trabalho feito em MGS2 é algo pouco visto nos videogames, tamanha a riqueza.  Kojima foi muito corajoso em torná-lo protagonista ao invés de se apoiar no personagem já consolidado e querido pelos fãs. Na verdade, Raiden é o completo oposto de Snake: andrógino, inseguro, inexperiente. Um protagonista ideal para a proposta deste jogo.

    Metal Gear Solid 2 é uma verdadeira experiência. O jogador ficará em dúvidas sobre o que é real. Trará esse questionamento para fora do jogo, e será levado a refletir sobre o mundo, sobre a existência, sobre tudo que está à sua volta, sobre valores, ideias, política, mídia, a realidade em si. O roteiro transcendeu o jogo. Exageros e alegorias são utilizadas de forma brilhante para amarrar a história e dar um tapa na sua cara, não apenas pelas surpresas, mas para te fazer pensar. No final das contas, os problemas da parte técnica não importam, tanto que dediquei um mísero parágrafo a ela. Kojima tinha uma mensagem a passar, e conseguiu da forma mais visceral possível.

    Estamos diante de um jogo que pede o máximo de sua atenção e dedicação. O enorme volume de informações e personagens poderá confundir, mas não se preocupe, a internet está aí para te ajudar. Vale muito a pena se aprofundar e ver opiniões de outras pessoas. Há milhares de vídeos e textos para te auxiliar nisso. Sempre haverá algo novo a ser absorvido, a discussão é infinita. Não desanime por ser um jogo de 2001: ele resistiu bravamente ao tempo, especialmente nas ideias assustadoramente proféticas. Metal Gear Solid 2 é um debate político-filosófico travestido de jogo de espionagem, e por incrível que pareça, não é pedante. Estranho? Genial.

  • Review | Ikaruga

    Review | Ikaruga

    O nível de dificuldade nos games é muito variado dentro de cada gênero. Porém, alguns são naturalmente difíceis, em especial os shoot ’em ups (“jogos de navinha”). Ao mesmo tempo que possibilitam uma jogatina casual, exigem extrema dedicação para chegar ao final. A variação de jogabilidade dentro do gênero é um pouco limitada, mas sempre aparecem algumas ideias novas que dão destaque a alguns títulos. Dentre eles, temos Ikaruga.

    Lançado para arcades em 2001 (e posteriormente para Dreamcast, GameCube, Xbox Live Arcade, Android e PC), o jogo reúne excelentes ideias aliadas à parte técnica impecável. O visual é lindo, os controles são funcionais e a jogabilidade bem intuitiva. A trilha sonora, como é de praxe dentro do gênero shoot ‘em up, merece grande destaque, e serve de combustível para o jogador se aventurar por cada fase.

    A estética e jogabilidade giram em torno do preto e do branco. Sua nave tem a capacidade de se polarizar em uma dessas cores, influenciando em toda a dinâmica do jogo. Por exemplo, a nave branca absorverá todos os tiros brancos, e aplicará o dobro de dano aos inimigos pretos. Ao eliminar um inimigo branco, ele libera vários tiros dessa cor (o que não ocorre ao eliminar naves pretas). Ao absorver tiros da mesma cor, sua nave acumula energia que poderá ser liberada em forma de uma poderosa rajada. Mudando a polarização de sua nave, estas regras se aplicam ao contrário.

    A mudança de polarização traz possibilidades muito interessantes e dará um nó em sua cabeça. Até porque Ikaruga segue uma das regras mais básicas dos shoot ‘em ups: é difícil pra caramba. Sim, você vai morrer muito. Um mar de tiros cobrirá a tela, e sua pequena nave terá que procurar os pequenos espaços para desviar e, ao mesmo tempo, mudar de cor para absorver alguns. Tudo isso enquanto atira nos inimigos. Não é à toa que muitos jogos deste gênero são denominados Bullet Hell (Inferno de Balas), nome que dispensa explicações.

    Ikaruga é considerado um dos melhores shoot ‘em ups já criados, e não é difícil entender o motivo. A parte técnica é impecável, trilha sonora envolvente, jogabilidade diferenciada, gráficos belíssimos, enfim, a Treasure fez um excelente trabalho, sendo difícil apontar um defeito (lembrando que o jogo foi feito por apenas três pessoas). Talvez a dificuldade seja muito elevada, às vezes até injusta, obrigando o jogador a repetir a fase até decorar a movimentação e tiros dos inimigos. Quem não gosta de desafios, passe longe. Quem curte sofrer um pouco, jogue!

  • Review | Gears Of War 3

    Review | Gears Of War 3

    Primeiramente preciso explicar o disparate. Eu como um cara muito foda – dig din dig din – um cara muito esperto, um cara muito malandro, só que tudo isso ao contrário. Resolvi comprar Gears Of War 3 na semana do lançamento. Que caso você não saiba, foi lançado no Brasil, por um preço bem aceitável, R$129,00. Tudo oficial, em loja de shopping e com nota fiscal. Valia muito a pena, afinal de contas, eu iria jogar um lançamento na primeira semana, coisa que eu não fazia há anos.

    E aí vem o problema, nunca ter jogado um minuto sequer de Gears Of War 1 ou 2. E ainda complemento. Jogos de grandes estúdios, eu tenho uma mania. Nunca leio reviews, não ouço podcasts sobre, tento me manter o máximo afastado de tudo que fala sobre o jogo, até eu ter a oportunidade de jogá-lo. O máximo que eu faço, é entrar no metacritic, olhar a média de notas, pra não fazer burrada e queimar dinheiro. Portanto, a única coisa que eu sabia é que existia o Marcus Fenix, e que o cara era um monstro de bombado. De resto, nada.

    Som e gráficos

    Eu vou começar pelos aspectos técnicos, pra me livrar já desse assunto. Com relação aos gráficos, como todo jogo moderno e que não ficou 10 anos em desenvolvimento. Cof cof cof. E vem de uma grife, como a Epic Games e a MS Studios, ele tem os gráficos muito bons. Sua engine Unreal 3.5 dá conta do recado.

    Mas os gráficos de modo geral, são apenas bons. Os cenários são acima da média, beirando o ótimo. Vez ou outra, as roupas e os cabelos das mulheres – como sempre – ficam toscos, com sobreposição, mas nada que tire pontos nesse sentido, já que é algo normal em boa parte dos games, até por isso, personagens como Lara Croft tem cabelo preso. Um ponto positivo, é a modelagem das armas. Isso sim, é o melhor que já vi nesse aspecto.

    E agora vai um ponto positivo, que eu raramente vejo em reviews que leio por aí, ser levado em conta, como um aspecto positivo. Normalmente o audio só é lembrado, quando é ruim e atrapalha o jogo. E nesse caso, merece os louvores. A qualidade sonora em si, tanto as trilhas, que eu inclusive recomendo o CD, quanto os próprios sons de batalha, tiros, explosões. Qualidade muito acima da média. É colocar no Home Theater no volume máximo e ir pra guerra. Inclusive alguns momentos que o jogo estava me cansando, foi o som que me motivou a continuar, afinal não existe nada melhor que sons de explosões as 3 da manhã, incomodando todos os vizinhos.

    Ainda sobre o áudio, cabe um ponto para as dublagens, que são ótimas. Por exemplo, Marcus Fenix, é o mesmo dublador do Bender do Futurama. John DiMaggio. Cole Train é dublado por Lester Speight, e você vai entender porque eu conheço esse cara, mais a frente no review.

    O Gameplay

    E como eu li num review do Machinima, cover, cover, cover,  agachar, correr e tiro pra caralho. Isso resume perfeitamente o que você vai fazer, pelas mais ou menos 8 ou 10 horas de gameplay da campanha, eu digo mais ou menos, já que não tem essa média em lugar nenhum, ou pelo menos não achei. O mais interessante é que tem uma estatística que demonstra o quanto tempo de cover você ficou. No meu caso foi, 1:29:56. Isso jogando a campanha apenas uma vez 🙂

    No final, eu já estava cansado de tanta repetição, e queria que aquilo acabasse logo. Mesmo eu já sabendo mais ou menos como iria terminar a história – não porque li spoilers, mas por ser previsível mesmo – eu precisava terminar logo o jogo. No final da campanha, parecia que eu tinha ficado fazendo uma maratona de Epic Sax Guy. Inclusive, se trocassem o Marcus pelo Epic Sax Guy, e o lancer por um Sax, seria o jogo do século :-V

    Outro aspecto, é que apesar de em alguns momentos o jogo te dar opções de qual caminho tomar e tal, ele é bem nos trilhos. Simplesmente o que está ali, está ali, não tem muita alternativa. E isso, hoje em dia isso me incomoda um pouco, mesmo sabendo que o Gears não tem a pretensão de ser um jogo de mundo aberto, adoraria ver Marcus Fenix trocando uma idéia com o Terry Tat… Cole Train, durante um descanso. Mas enfim, não quero dizer que jogos nos trilhos sejam ruins, apenas não me agradam, como já me agradaram um dia. E também, consigo entender, que no caso do Gears, a história tem que correr com o pessoal no senso de urgência no máximo, seria até estranho poder dar um intervalo pra tomar um café e ter tempo pra interagir.

    Sobre a dificuldade, tenho alguns pontos. Eu joguei na dificuldade normal. Não tenho mais saco pra jogar no hard e ficar morrendo 200 vezes, e ter quatro vezes mais tempo de gameplay. E foi bem tranquilo, porém com desafio. Mas um desafio que não é frustrante. Baseado em estratégia. O que torna o jogo bem interessante nesse ponto. Qual arma usar contra qual oponente? Ou ainda algo do tipo, vou matar primeiro um monstro X, roubar a arma dele, já que ela é melhor pra matar o inimigo Y que é mais sinistro. Isso é definitivamente um ponto muito bom de Gears 3. Só achei estranho uma coisa. No início do jogo, tive uma dificuldade enorme com munição, sempre me via sem munição ou no osso. E no final do jogo, era quase que munição infinita. O problema é que eu não sei dizer se fui eu que me adaptei ao estilo do jogo e a usar mais estratégia, ou se realmente rola um pouco disso. E eu não vou jogar de novo pra descobrir.

    Já que falei de munição vamos para o ponto alto do jogo. As armas. Isso realmente é digno de palmas. A arma principal do jogo, é a mais maneira, chama-se lancer, é uma singela metralhadora com uma serra elétrica como se fosse uma baioneta. Uma arma de sutileza paquidérmica. As armas que substituem sua metranca principal, sinceramente eu não consegui usar por muito tempo, não porque fossem ruins, mas pra que você quer outra arma quando a que você carrega, tem uma serra elétrica na ponta. Você pode carregar também uma 12,que é sempre bem vinda, principalmente em jogos de zumbi (zumbi???). Alguns tipos de granadas, como incendiárias, de fragmentação e até granada de tinta. Existem também as armas especiais, lança-chamas, vulcan, e Hammer of Dawn. O ponto fraco fica para as pistolas, com excessão de uma pistola metralhadora que você só tem acesso na parte final do game, não vi nenhuma muito interessante. E como já havia dito antes, o visual das armas é FODA.

    Ainda falando de armas, algumas das partes mais interessantes do jogo, é quando você pode assumir uma metralhadora montada. Ou então nos veículos em movimento, como a arma subaquática do submarino. Ou então sentar o dedo nos vermes com um carro em movimento. É muito show.

    Vamos à historia e vou incluir os personagens no decorrer. Bom, você está lá num planeta chamado Sera, deu um monte de merda, guerra, destruição, porque os humanos chegaram lá e como sempre, explodiram em população e estavam com problemas pra conseguir energia. – santo Batman que história batida – Estavam lá, retirando um petróleozinho maneiro, porque é obvio, os humanos colonizam planetas mas só conhecem petróleo e energia nuclear. E ai acharam um líquido, amarelo, chamado Unobtainium, ops, esse é de outra história que os bichos são azuis. O líquido é chamado de Imulsion. Bla bla bla, pra ca, bla bla bla pra lá. História dos 2 primeiros jogos. Guerra com os Locusts, bla bla bla, explosão, bla bla bla, Hammer of Dawn. Numa boa, tem na wikipédia artigos contando a história dos 3 jogos, em mínimos detalhes, não vou ficar contando tudo aqui, se não esse artigo ficará com 5000 palavras e um show de spoilers. O que também, seria tão relevante quanto dar spoiler de um filme do Stallone.

    Vamos ao que realmente importa. Você vai controlar uma equipe do COG, um tipo de exercito. Na maior parte do jogo, você vai controlar o personagem Marcus Fenix. E normalmente andando em um grupo de quatro COGS,  e o que importa sobre o Fenix, é que ele é durão, mais bombado que o Arnold sobrenome que eu não consigo escrever. Também é angustiado e sofreu muitas perdas. E com certeza é um dos símbolos do XBox junto com o Master Chief.

    O jogo é dividido em Atos e Capítulos. Um pequeno trecho, acho que ato 1, capítulo 4 ou 5, você controla o personagem mais maneiro do jogo. O Terry Tate, ops, Cole Train. Um ex-jogador de futebol americano, ídolo máximo na cidade natal dele, Hanover, inclusive, no jogo  você vai ter de fazer um touchdown, mas ao invés de bola, com uma bomba 8D. E cara, o Cole Train, como já disse anteriormente, é dublado pelo ex-jogador de futebol americano Lester Speight, mas o que importa é que esse é o Cole Train da vida real. Terry Tate, office linebacker. Interpretado pelo próprio Lester.

    Inclusive, essa hora, em que você controla o Cole Train, ela corre em paralelo, com uma história que você já passou, com o próprio Marcus. Isso havia me dado esperanças enormes com relação à história. Havia inclusive pensado, poxa finalmente alguém percebeu que a história dos jogos, mesmo os grandes lançamentos, não precisa ser linear. Já estava pensando, em uma história com diferentes linhas de tempo. Mas não, foi só uma vã esperança.

    Enfim, percebe-se que o Cole, conseguiu me arrancar várias risadas, com seus Whooo Baby, principalmente. E na verdade foi o único personagem que me marcou durante o jogo. Tanto o nome do post. Isso, também, admito, é influenciado por não ter jogado, nem o primeiro nem o segundo jogo da franquia. Tanto o Marcus Fenix com a história do seu pai. Quanto Dom, que inclusive protagoniza uma cena que tem o objetivo de ser emocionante, no sentido triste da coisa, não me pegaram. Os outros personagens, eu não vejo muito o que citar, talvez o Baird, com o cinismo e sarcasmo. As mulheres, Sam e Anya, são bem apáticas. E acho que o Dizzy que é um maluco, mecanico e piloto de primeira, também rende algumas risadas.

    E no mais, a história se desenrola de maneira previsível, com muitos clichês de ficção científica. Sempre tem um problema a mais, usado como artifício pra aumentar o gameplay, num roteiro relativamente curto. E pra finalizar, um final que conta com o típico sacrifício de redenção e esperança. 🙁

    Mas enfim, se você está procurando uma história densa pra valer, há opções melhores que Gears of War. Muito melhores.

    Sobre seus inimigos, hordas de Locusts, Lambent. Rainha dos locusts. E um monte de bicho maneiro. Uns mais sinistros que os outros. Porém, como o jogo é uma bela duma matança, você vai acabar matando um milhão de cada um. Com excessão dos Bosses. E isso é um ponto absolutamente positivo pro jogo. Os big bosses, são muito bons, em vários sentidos. Criativos, dificuldade balanceada. E o melhor, não aparece um tutorial na tela pra te informar como matar um big boss, tampouco você tem que ficar 3 horas, tal qual um maluco tentando descobrir o que fazer. Você descobre isso organicamente pela conversa entre seu time, e um pouco de teste.

    E agora a pior parte pra mim, mas pode ser muito bom para outros, zoombiefication. Pois é, se existe a Gamefication, existe a zoombiefication dos games. Que é transformar qualquer coisa em zumbi. O motivo? Vende. O que eu acho? Zumbi é um saco. Pra mim sempre foi, e hoje em dia com essa enxurrada de zumbi, passou do chato ao insuportável. E não posso falar mais disso, porque é spoiler da história.

    O jogo foi concebido para ser realmente um trilogia, e portanto acabou por aqui. Mas obviamente amiguinhos, rolou um gancho no meio do jogo, para o que provavelmente se torne uma nova sequência, ou você acha que eles vão perder a chance de encher os cofres?

    Inclusive, já que eu falei do gancho, vou lembrar do personagem dublado pelo Ice-T. O Griffin, é um daqueles evil CEO, de uma exploradora de Imulsão. É outro caso de dublagem bem feita. E a melhor parte que os envolve é uma música do Gears of War, feita pelo Body Count, a banda do Ice-T. É a música dos créditos finais.

    Sobre as legendas em português, que foi alardeado, como se fosse uma grande coisa. Porra isso não é uma feature, isso deveria ser padrão pra todo jogo. Pelo menos os que são lançados oficialmente no Brasil. Ou seja, todos os jogos maiores. No PS3, a grande maioria dos jogos, mas a grande maioria mesmo, vem com legendas e menus em português. Mas enfim, sobre a qualidade das legendas. Bom, eu comentei no post do The Dig, alguns dias atras que parece até que foi um chimpanzé que fez as legendas. Um dos problemas, é a tradução literal de muitas coisas, que acabam ficando sem sentido. Outra é a incoerência, por exemplo, eu me lembro claramente de algum xingamento, ter sido traduzido de duas formas diferentes, quando significavam a mesma coisa. Por exemplo, o Cole manda um mother fucker pro monstrengo e num ponto é traduzido como filho da puta e outro desgraçado. Mas ok, antes ruim, do que não ter. E também, não é tão ruim assim.

    Para finalizar, uma visão geral de Gears Of War 3. É um bom jogo, tiroteio desenfreado. Armas muito boas. Na capa do jogo vem uma frase, “A franquia mais influente desta geração”, e realmente, tem sua razão nisso, já que o Cover system, virou um padrão e não só isso. Há um outro fator que eu não posso opinar, visto que não o testei, mas pelo que já ouvi diversas pessoas tecendo elogios rasgados, faz a diferença, que é o multiplayer cooperativo. Dizem até que o jogo ganha outras proporções de tão melhor que se torna jogando dessa forma. E isso com certeza também é um legado de Gears of War. A quantidade de jogos com opção de multiplayer coop é enorme hoje em dia.

    Apenas uma última consideração,como achei que a história, não é das melhores. O fator replay no modo offline, é bastante limitado, se é que existe. Como acho que o tempo de gameplay e o replay é um ponto importante para se decidir, ou não, pela compra, achei que valia a pena citar isso. E se você tiver experiência com o modo online, multiplayer, será bem-vindo o update.